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Leitura e Produção: Competências
Literatura
Sobre o Supletivo em Rede
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| O que são COMPETÊNCIAS LINGUÍSTICAS? |
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As discussões da equipe do Supletivo em Rede a respeito da educação para o supletivo nos levaram a reflexões acerca da nossa língua materna e do uso que, enquanto falantes, fazemos dela. Entendemos como essencial para as pessoas que passaram por um processo descontínuo de escolarização um trabalho mais minucioso, focado na superação das reais dificuldades, o que envolve processos fundamentais de leitura e escrita. Para este grupo de alunos que forma o supletivo, que não é, de maneira alguma, homogêneo, elaboramos atividades que privilegiam a formação básica de leitores/escritores/falantes nos mais diversos contextos de uso da linguagem.
Para essa formação básica, optamos por elementos essenciais que ajudassem os alunos de supletivo a terem um contato mais crítico com a estrutura de textos e dos atributos lingüísticos a partir do que já dispõem enquanto falantes. A estes elementos essenciais, demos o nome de Competências Lingüísticas. Ao todo, foram elencadas oito competências, cujo trabalho em sala de aula visa a despertar nos alunos uma conscientização a respeito de seus papéis lingüísticos, já que a língua é o instrumento de suas relações sociais. Além do foco gramatical, pretendemos suscitar nos alunos a reflexão de que a fala e a escrita são significativas e, dependendo de como são transmitidas ou interpretadas, podem provocar efeitos sociais muito diversos. As oito competências são: Noção de Interlocução, Seleção de Informações, Organização de Informações, Análise, Síntese, Coesão e Coerência, Argumentação e Abstração. O seu estudo deve tornar os alunos de supletivo mais preparados para lidar com diferentes tipos de textos e diferentes situações lingüísticas. Consideramos importante neste trabalho, também, uma reflexão acerca do grupo social a que pertencem os alunos que possibilite um estudo/ensino dirigido. Convém, contudo, ressaltar que, ao tentar adequar nossas atividades ao que achamos ser mais adequado, podemos estereotipar determinados grupos ou situações de interação. É necessária, então, principalmente por parte do professor, uma especial atenção para o rumo do trabalho que está sendo desenvolvido, a fim de não reforçar certos lugares-comuns, como mitos e preconceitos - no campo da leitura e da escrita -, tão estudados e combatidos por nós, que optamos por lidar criticamente com a linguagem. Propomo-nos, portanto, a um trabalho diferente do que em geral os livros didáticos oferecem. Um material que de fato supra as necessidades daquelas pessoas que tiveram, por razões diversas, uma formação educacional irregular. Um material que seja conscientizador . tanto para os alunos atingidos pelo programa, quanto para os professores que elaboram e desenvolvem as tarefas - da real situação de ensino no país, o que passa por uma reflexão a respeito, inclusive, da existência do ensino supletivo. |


