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Leitura e Produção: Competências
Literatura
Sobre o Supletivo em Rede
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| Leitura e Literatura no Supletivo |
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Quando se trabalha com educação, não se pode perder de vista a realidade social em que vivem as pessoas envolvidas no processo. No caso do Supletivo, não ignorar essa realidade e saber como lidar com ela são metas que devem reger toda e qualquer atividade ou trabalho em classe.
Sabe-se que quem cursa o Supletivo tem acesso restrito ao mundo letrado e é nesse sentido que entendemos que as aulas devem ser concebidas como momentos que possibilitem o contato dos alunos com a maior diversidade possÃvel de textos, de modo a ampliar suas experiências com o universo da leitura. Assim, todo curso Supletivo deve tentar constituir um acervo marcado pela variedade, que ofereça os mais diferentes gêneros textuais (jornais, revistas, gibis, dicionários, enciclopédias, atlas, caça-palavras, coleções sobre assuntos especÃficos como saúde, animais, esportes, livros de literatura e de várias áreas do conhecimento, etc.). O importante é que esse material seja oferecido sem obedecer a nenhuma hierarquia de valores de leitura. O que se deve ou não ler - o que é "culto" - é determinado por uma elite dominante, através de uma mentalidade classificatória, que sempre busca preservar modelos de modo a uniformizar e homogeneizar os gostos e as práticas de leitura. Se seguida a hierarquia que determina a legitimação e desqualificação das práticas de leitura, são os próprios leitores que acabam sendo classificados dentro de uma determinada ordem valorativa. Portanto, é fundamental que o professor esteja livre de qualquer forma de preconceito sobre o conteúdo dos assuntos tratados nos textos - por exemplo, revistas populares, sobre a vida de artistas, etc. Os estudantes devem ter acesso livre a esse acervo, cabendo somente a eles decidir o que ler. O professor deve sugerir algumas leituras para despertar a curiosidade deles para alguns tipos de texto que ampliem suas vivências no universo da escrita. Para dinamizar o uso do acervo, poderia existir na aula um momento de leitura em que os alunos pudessem ler o que quisessem entre os diversos materiais e, se possÃvel, que depois pudessem tomá-los emprestado. Entre as diversas práticas de leitura, está a literatura. A literatura ocupa um lugar especial dentre essas práticas porque exige a leitura reflexiva. A literatura, por exemplo, expressa e debate de forma simbólica as questões sociais. Por meio dela, pode-se formar cidadãos mais reflexivos sobre a própria sociedade. Ela é rica ao ser humano como experiência porque, ao ser realizada, é trilhado um caminho de construção e constituição de sentidos. Esta experiência só poderá ser autêntica e frutÃfera se realizada de maneira autônoma, ou seja, livre de cobranças, de forma que o leitor construa sentidos de acordo com sua subjetividade e história de vida. Esta prática contribui para a valorização da auto-estima do sujeito-leitor, já que propõe uma postura ativa diante do texto. O professor pode colocar sua classe em contato com a literatura através de algumas práticas. Ler contos, poemas, ou crônicas no inÃcio de cada aula e falar dos autores e contextos em que os textos foram escritos pode ser uma prática adotada pelo professor. Trechos de um romance podem ser lidos em diversas aulas, de modo a aguçar a expectativa dos alunos. Se estes não forem muito inibidos, pode-se promover um dia de declamação de poemas. Cabe ao professor, ao conhecer a realidade de sua turma, propor atividades que envolvam, especificamente, a leitura e a literatura. |


