Síntese PDF Print E-mail

Texto de Apoio


Objetivo geral:
São muitas as vezes em que temos que economizar palavras para chegar ao objetivo principal de um determinado assunto. Quando fazemos isso, ou seja, quando não nos perdemos em rodeios e explicações, estamos realizando uma síntese. É preciso lembrar que um texto sintético não é apenas uma repetição “com menos palavras” de um outro texto, mas é a exposição de sua essência. Portanto, a realização de uma síntese pressupõe também uma capacidade de análise, organização e reflexão do texto todo.



Notamos, às vezes, que, em uma conversa, repetimos aquilo que falamos, dizemos a mesma coisa com outras palavras, exemplificamos, explicamos. Vejam, por exemplo, o texto abaixo:

“Eu ia ao cinema, para assistir o Homem Aranha, no cinema, né? Eu gosto de filme assim, quer dizer, de filme que tem super-herói. Por exemplo, eu gostei muito de ver o Batman, aí eu achei que ia gostar de ver esse aí, o Homem Aranha”.

No texto acima, podemos notar várias frases repetidas, literalmente ou com alguma mudança. Notamos, também explicação e exemplificação. Às vezes, a repetição, a explicação e a exemplificação são importantes para enfatizar algo, para clarear um assunto, para fazer alguém recordar de alguma coisa. Quantas vezes, no entanto, temos que economizar palavras, ir direto ao ponto, entender mais o importante de uma questão. Nesses momentos, precisamos ser sintéticos.

Um texto é, pois, sintético, quando não se perde em repetições, rodeios, explicações, análises, comentários e exemplos. É sintético também um texto que, a partir de outro mais longo, busca extrair seu âmago, sua essência.

A capacidade de síntese foi por nós escolhida como uma competência necessária a quem usa a linguagem, escrita ou falada, formal ou informal, pela sua importância quando se precisa chegar ao ponto principal de uma questão.

A capacidade de síntese é importante também – e isso não é paradoxal – quando há necessidade de maior clareza: um texto muito repetitivo, cheio de exemplos, explicações e divagações, por vezes, é mais obscuro do que um texto sintético, enxuto (um texto que acredita mais na inteligência do outro...)

As atividades que propomos nesta seção, como se pode observar, não são todas de síntese, porém todas caminham para isso. Para fazer uma síntese, é preciso antes analisar, selecionar, organizar. Sem esses atos, não há como sintetizar. Poderíamos – já que seções anteriores foram dedicadas a essas competências – propor atividades que já enfocassem diretamente a síntese. No entanto, optamos por apresentar uma seqüência de atividades abrangendo todas as competências necessárias, o que permite ao estudante refletir, analisar, selecionar dados, organizar informações e, finalmente, sintetizar idéias a respeito de um único tema: a fome.

A fome, aqui, é tratada na sua relação com a distribuição de renda, com o uso da terra, com a seca, com o direito, com a moral, etc. Os textos, girando em torno de aspectos variados da questão da fome, funcionarão como uma espécie de formação do leitor no tema, fornecendo-lhe subsídios para refletir sobre a questão.

Devemos sempre ter em mente que a síntese não é uma simples repetição “com menos palavras” de um outro texto, mas é a exposição de sua essência, de seus pontos principais, tarefa que requer um entendimento e uma reflexão maiores.